Perícia técnica para averiguar a existência e origem de odores nos arredores da ETE da Casan em Criciúma

Um problema de emanação de maus odores da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) operada pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, no bairro Universitário do município de Criciúma/SC, o qual foi inicialmente noticiado em jornal local impresso, levou o Ministério Público Federal a instaurar Inquérito Civil com o objetivo de verificar possível poluição odorífera, em 2013, tendo em vista os prejuízos causados à saúde e ao bem-estar dos munícipes que residem nas imediações da referida ETE.

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina responsabilizou a CASAN pelo problema, afirmando que a Companhia não tomou medidas efetivas para eliminar a emissão de maus odores, que vem causando desconforto aos moradores da região e criando condições adversas as suas atividades sociais.

Amostragem de água no rio Sangão

Em sua defesa, a CASAN alegou que, desde julho de 2014, vem realizando ações que estão surtindo efeitos positivos sobre a redução do problema. Segundo a Companhia, foi instalado um sistema de captura e tratamento de gases emitidos no tratamento preliminar; estavam sendo dosados produtos químicos para minimizar a emissão dos gases geradores de maus odores; foram redimensionados os procedimentos internos de retirada de lodo da ETE, aumentando a eficiência do tratamento; entre outras ações. Além disso, a CASAN apontou que o mau odor estaria ligado a outras causas como a biofertilização promovida em propriedades agrícolas, os depósitos de rejeito de carvão (pirita) e o antigo lixão da cidade de Criciúma, todos nos arredores da ETE.

Para embasar a decisão judicial sobre o assunto, a ECHOA Engenharia foi designada perita pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina para averiguar, afinal, a existência e a origem de poluição odorífera na região da ETE.

Coleta de ar para análise de odores

A equipe técnica da ECHOA Engenharia realizou diligências, examinou documentos, desenvolveu revisão bibliográfica sobre o tema, avaliou a qualidade do efluente e do corpo receptor da ETE, analisou a qualidade do ar e a emissão de odores em diversos pontos da ETE e em pontos externos, desenvolveu a modelagem da dispersão de poluentes atmosféricos constatados, entre outras atividades. A partir disso, foi produzido o Laudo Pericial, no qual foram sanados os questionamentos levantados pelas partes e o qual servirá de subsídio para as futuras decisões acerca deste processo judicial.

 

 

 

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